1º DOMNGO DO ADVENTO

Marcos 13,33 – 37

Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo. Será como um homem que, partindo de uma viagem, deixa a sua casa e delega sua autoridade aos seus servos, indicando o trabalho de cada um, e manda ao porteiro que vigie. Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que vindo de repente, não vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: vigiai!

Comentário

Já é hora de acordar! Eis o apelo de Jesus no Evangelho que inaugura este tempo do Advento. Uma nova aurora surge no horizonte da humanidade, trazendo a esperança de um novo tempo de um mundo renovado pela força do Evangelho. Neste tempo de graça, somos convocados a sair do torpor de uma prática religiosa inócua, a acordar do sono dos nossos projetos pessoais vazios e egoístas. Despertos e vigilantes, somos convidados a abraçar o projeto de Deus que vem ao nosso encontro, na espera fecunda do Tempo do Advento, temos a chance de reanimarmos em nós e os compromissos assumidos em favor da construção do Reino, reavivando as forças adormecidas, para a construção de uma humanidade nova, livre das trevas do sofrimento, da marginalização e da morte.

Frei Sandro Roberto da Costa, OFM - Petrópolis/RJ

2º DOMINGO DO ADVENTO

Marcos 1,1 – 8

Conforme está escrito no Profeta Isaias: Eis que envio meu anjo diante de ti: Ele preparará teu caminho. Uma voz clama no deserto: Traçai o caminho do Senhor, aplainai suas veredas (Mt 3,1); Is 40,3). João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. E saiam para ir ter com ele toda a Judéia, toda Jerusalém, confessando os seus pecados. João andava vestido de pelo de carneiro e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel Sivestre. Ele pôs-se a proclamar: “depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo”.

Comentário

“Preparai o caminho do Senhor, aplainai as suas veredas”. Clamando pelo deserto, João Batista nos indica que procurar viver conforme a Boa-Nova que Jesus nos trouxe não se trata, simplesmente, de viver dentro de um sistema religioso com certas práticas que nos identificam com tais. Talvez ele queira nos indicar que a fé, antes de tudo é um percurso, uma caminhada, onde podemos encontrar momentos fáceis e difíceis, dúvidas e interrogações, avanços e retrocessos, entusiasmo e disposição, mas também cansaço e fadiga. No entanto, o mais importante é que nunca deixemos de caminhar, pois o caminho se faz caminhando. Boa caminhada de Advento e preparação!

Frei Diego Atalino de Melo

terça-feira, 8 de dezembro de 2020


 
     Páscoa da Ressurreição



Páscoa da Ressurreição

A Páscoa que significa "passagem", é um momento de festa com grande tradição na comunidade judaico-cristã.

Para nós cristãos católicos a Páscoa é a festa mais importante do ano litúrgico. E é devido a essa importância que a Igreja faz girar em torno dela (Páscoa) todas suas comemorações festivas. Preparada pela longa Quaresma a Páscoa é a grande solenidade da vida cristã.

E como acontece todos os anos, mais ou menos nessa época, celebra-se a Festa da Páscoa, que neste ano cai em 12 de abril.

Comemora-se a Ressurreição de Jesus, isto é, a passagem de Cristo desta vida para o Pai, e n'Ele toda a humanidade. Também nós ressuscitamos com Cristo.

Como diz São Paulo, sem a Ressurreição seria vã a nossa fé, pois a nossa salvação está fundada no santo mistério do reinado eterno de Cristo após sua vitória sobre a morte, fruto do pecado. E nós cristãos católicos, na Páscoa celebramos a libertação dessa escravidão imposta pelo pecado, pela liberalidade do amor de Deus:

"Deus de tal modo amou o mundo, que lhe deu seu Filho Único, para que todo o que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". (jo. 3,16). Portanto. temos que comemorar intensamente a memória da vitória de Jesus.

De que forma faremos isso?: Pondo a Páscoa como fonte da nossa vida no dia a dia da nossa existência. É nessa fonte que buscamos as forças necessárias para percorrer o caminho, muitas vezes repletos de pedras e espinhos, que nos conduz a salvação.

É nessa fonte que buscamos a paz tão necessária nestes dias de violência e pandemia em que vivemos. Como nos esclarece a Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”, com o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” e a referência a Santa Dulce dos Pobres se abrem de um modo explícito a uma conversão pessoal e nos coloca a serviço do irmão em qualquer circunstância humana ou social.

É nessa fonte que buscamos o conhecimento e a compreensão que nos faz entender que a "missão vicentina" é algo mais, maior, muito acima de reuniões e visitas. Que o serviços aos pobres significa hoje, na Igreja, ser missionário, testemunha do Ressuscitado. Significa praticar a Caridade como meio de evangelização:

"Jesus Cristo fez da Caridade a essência de sua mensagem. Nada mais importante do que ela. Nada a substitui. É nessa fonte que buscamos o perdão das nossas faltas, pecados e omissões, e que aproveitamos para agradecer ao Senhor Jesus, por nos despertar a vocação vicentina, o que nos permite Amá-lo na pessoa do irmão(a) sofredor(a), que tem fome, sede, anda nu, está doente e se humilha, tendo que mendigar nas Igrejas um pouco de alimento para sua subsistência, remédios para suas dores e soluções para seus problemas de ordem social.

Porém, nesse ano, a situação apresenta-se muito diferente. A postura de ver, sentir compaixão e cuidar se aplica em todas dimensões da vida, em todos os problemas humanos e sociais, fazendo tudo e da melhor maneira tendo como exemplo a Parábola do Bom Samaritano (Lc. 10, 25-37.

Isso nos leva a fazer uma m profundo exame de consciência pessoal e a uma conversão maior do nosso coração.

Temos que agradecer mesmo, profundamente, porque os pobres facilitam nossa salvação e a vida eterna. E Jesus garantiu que quem tivesse amor e o bem fizesse aos irmãos mais necessitados, seria à Ele que estaríamos fazendo

O objetivo geral da Campanha da Fraternidade nos ajuda a compreender como e porque sua proposta se torna tão radical: “Se torna para o sentido da vida como dom e compromisso, recreando relações profundas na família, na comunidade e na sociedade, a luz da Palavra de Deus”.

Por fim, caros vicentinos, são nessa fonte que nasce em nós a esperança de dias melhores, de um mundo sem violência, sem guerras, sem dor, sem epidemias, angústias, fome, miséria, medos. Renasce em nós a esperança de nova vida.

Tudo porque Jesus Ressuscitou, está vivo e ama-nos!

                                                                                                              Mario Maríngulo


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

 

NOSSASENHORA 

DAS MERCÊS

PADROEIRA DO PEru  

Por  muito  tempo    a  Igreja  voltou-se para Maria na  dimensão  do  culto,  para celebrar sua santidade, exaltar  suas  glórias e buscar os  seus  favoresCom  ternura  filial  aprendemos    a contemplar   a presença de Maria na vida da Igreja  e em nossa vida pessoal como a Nossa Senhora! A Mãe  carinhosa  que  nos  trouxe  o  Filho de Deus e  que  nos  conduz  nos  caminhos  da vida, livrando-nos  dos  males e socorrendo-nos  em   nossas  necessidades.  Criamos  um hábito de contemplar  Nossa  Senhora  com o Rainha do  céu  e  da terra, como intercessora, protetora e socorro dosaflitos.Mas,averdadeira alegria  do cristão não se limita a buscar  os favores de Deus, quer seja por intercessão de Nossa Senhora ou dos santosde enossa devoção. Averdadeir alegria cristã nasce da comunhão com Cristo

Assim  como na  maioria  dos  países da América Latina e do Caribe, também no Peru a devoção a Nossa Senhora foi um dos pilares sobre os quais ergueu-se a nação peruana com a identidade e a grandeza de uma nação cristã. 

Considerada no início padroeira oficial das Forças Armadas, Nossa Senhora  das  Mercês  é  cultuada   no  Peru   desde   o século  XVI. IInvocada inicialmente como padroeira da cidade de Lima, a capital do país, logo seus colonizadores a proclamaram padroeira de toda a nação   peruana.  A festa   anual  de  Nossa  Senhora  das  Mercês  é celebrada   com   grande   pompa   no   dia  24  de  setembro de cada ano. Essa devoção foi trazida à  América, em especial ao Peru, pelos padres mercedários, cuja ordem foi fundada por São Pedro Nolasco, que recebeu de Nossa Senhora a missão de fundar uma congregação para resgatar os cativos infiéis.

A história dessa devoção teve início por volta do ano de 1218, época em  que  os  cristãos  da península  ibérica eram  escravizados  pelos mourosSubmetidos  a trabalhos forçados e  tantos sofrimentos, mui-tos chegavam  a perder a fé.  Nessa época,  Nossa  Senhora  apareceu em  sonho  a  três  homens: Pedro, militar  francês de origem fídalga, que veio a ser São Pedso Nolasco; Raimundo, um dos mais notáveis teólogos  de  sua  época,  mais  tarde  São   Raimundo  Penaforte;   e Jaime,  piedoso  rei de  Aragão, convidando-os  a  fundar uma ordem religiosa com a missão de trazer  os  cristãos cativos  de  volta para a fé. Quando  descobriram  que  os  três  tiveram  a  mesma  visão, não duvidaram de que esta era a vontade de Deuse resolveram fundar  a  Ordem   que   recebeu   o   nome   de Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês para Resgate dos Cativos.

Em  sua  iconografia  Nossa  Senhora  das  Mercês  aparece em geral semelhante à Virgem do Carmo, pois segura uma espécie de insígnia com  o brasão dos  mercedários.  Outras   vezes   aparece  abrigando sob  seu   manto  dois   escravos ajoelhados, sendo que um deles tem algemas  e  grilhões  nos braços. O que a identifica é principalmente sua vestimenta, uma túnica presa à cintura e sobre ela um escapulário com as armas da Ordem

Invocada com títulos diferentes, Maria  é  e  será sempre a Mãe cari-mhosa a zelar por todos nós, seus  filhos  e  filhasNossa  vida cristã pode  ser   vivida   com  muito   mais  intensidade  se  aprendermos a contemplar Nossa Senhora como uma pessoa concreta, comprometi-da com o projeto de Deus, centrada em Cristo, atuante na história, e aprender com ela a ser de Deus para sempre.

                                                             

                                                             Pe. Vicente André de Oliveira


(Publicado na Revista de Aparecida de setemnro de 2007)

 


terça-feira, 21 de abril de 2020

16. A SSVP E AS COMISSÕES DE JOVENS (cj)






A SOCIEDADE DE S. VICENTE DE PAULO E AS COMISSÕES DE JOVENS.

Tudo começou com o CONCÍLIO VATICANO II, instalado solenemente pelo Papa João XXIII em 11/10/1962: “Procuraremos apresentar aos homens de nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus de tal maneira que eles a possam compreender e a ela espontaneamente assentir...”. Este magnífico Concílio Ecumênico encerrado em 08/12/1965 pelo Papa Paulo VI nos legou importantíssimos e esclarecedores documentos e dentre esses, um em especial veio nos falar diretamente: o decreto APOSTOLICAM ACTUOSITATEM (Apostolado dos Leigos) sobre a vocação dos leigos ao apostolado. Diz o documento: “Nasceu a Igreja com a missão de expandir o reino de Cristo sobre a terra, para a glória de Deus Pai, tornando os homens participantes da redenção salutar e orientando de fato através deles o mundo inteiro para Cristo. Todo o esforço do Corpo Místico de Cristo que persiga tal escopo recebe o nome de apostolado...”. Para esse apostolado, também, foram lembrados de modo muito especial, os jovens, como vem demonstrado no capítulo III, n° 12 do documento Apostolado dos Leigos: “Os jovens exercem uma influência de maior importância na sociedade moderna. As circunstâncias de sua vida, a mentalidade e as próprias relações com a família estão profundamente mudadas... Este crescimentos da sua importância na vida social exige deles uma atividade apostólica... Cuidem os adultos de estabelecer com os jovens um diálogo amigável, que permita a ambas as partes superarem a distância de idade, conhecerem-se mutuamente e comunicarem-se uns aos outros as riquezas que a cada qual são próprias.

A SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO

Os dirigentes da SSVP, principalmente do Conselho Geral Internacional, acompanharam muito de perto todos os acontecimentos advindos do Concílio: a volta as origens, isto é, o “retorno as fontes”, ou seja, a Bíblia e a aquele que ela anunciava: ao Cristo mesmo. Por exigência de nossa fé (vocação) fomos conduzidos para a SSVP: formada por leigos, ela também era parte da Igreja e deveria ser uma parcela da Igreja futura. Daí concluiu-se que ela também precisava ser reformada ou atualizada, voltando às suas origens. Em dezembro de 1963, na Assembléia Geral da Imaculada Conceição em Paris, o então presidente-geral Pierre Chouard, em uma alocução memorável conclamou os vicentinos do mundo inteiro a rejuvenescerem a SSV, atualizando suas atividades, já que a Caridade não envelheceu, o Regulamento não envelheceu, pois ele conservava a sua atualidade, porém, os confrades o envelheceram, por não conservarem a autenticidade profunda.
A renovação vicentina somente foi possível porque a graça divina foi abundante, tocando o coração dos jovens e lhes mostrando as riquezas espirituais que os conduziriam ao caminho que Frederico Ozanam abriu com os jovens e para os jovens.
Em abril de 1963 o Conselho Geral Internacional realizou uma Assembléia Plenária, onde foram vários assuntos foram estudados e deliberações foram aprovadas. Então, foi solicitado aos países representados no Conselho Geral que realizassem Assembléias Continentais, para que debatessem e estudassem os temas desenvolvidos na Assembléia Plenária.
ASSEMBLÉIA PANAMERICANA: realizada em São Paulo de 25 a 29 de janeiro de 1966.
Os serviços da Assembléia Panamericana estiveram a cargo do CMSP, sob a direção do confrade Prof. Paulo Sawaya, que tinha sido nomeado para membro do Conselho Geral. Confrades e representantes de 11 países debateram, concluíram e aprovaram diversos temas importantes, destacando-se o tema “Atuação da SSVP junto à juventude”. Como resolução, recomendou-se:

  1. que as atividades propostas aos jovens correspondam as suas aspirações próprias; essas atividades devem ser, para eles, uma formação estimulante.
  2. que sejam procurados em todos os Conselhos os meios de interessar os jovens nas obras da SSVP. Isto a fim de dissipar a falsa impressão de uma falta de ardor de sua parte para se engajar mais adiante nas atividades da Sociedade. Esse programa deve incluir os seminaristas, durante seus estudos.
  3. que sejam introduzidos jovens competentes nos diversos Conselhos da Sociedade.
  4. que sejam organizadas Comissões de Jovens na estrutura atual da Sociedade, as quais agirão em estreita cooperação com os Conselhos existentes.
  5. que seja estabelecido um sistema de contatos pessoais entre os jovens de países da América para que possam trocar idéias e realizações, entre outros meios, por uma correspondência pessoal, afim de se encorajarem mutuamente.

O MOVIMENTO DE JUVENTUDE

Atendendo as recomendações da Assembléia Panamericana, o CMSP  convocou jovens que atuavam nas Conferências da Capital de S.Paulo para uma reunião, que aconteceu em 23 de abril de 1966. Compareceu um bom número de jovens, inclusive algumas moças, representando o  CP Feminino de S.Paulo (existente naquela época). Nessa ocasião foi instituído o COMITÊ CENTRAL DE EXPANSÃO, formado por um jovem de cada CP e pelos presidentes das Conferências de Jovens que existiam. Podemos assinalar que esta data, 23/04/1966 como o início do Movimento da Juventude Vicentina, em São Paulo e no Brasil. A exatamente 133 anos da fundação da primeira Conferência por Frederico Ozanam e seus companheiros: 23/04/1833.
Alguns fatos importantes:
  1. A nomeação de um veterano, o confrade Aristides Augusto Avelino, (50 anos) presidente do CP do Brooklin, S.Paulo, como conselheiro do Comitê. Muito ajudou o desenvolvimento do Comitê com sua amizade, entusiasmo e presença.
  2. O Comitê foi colocado, sabiamente, sob a proteção especial da Santíssima Virgem Maria, homenageando-a com a realização de um Tríduo de Estudos Marianos, de 19 a 21 de maio de 1966.
  3. O Comitê solicitou aprovação e o CMSP aprovou em reunião de 09/08/1966, a realização de uma JORNADA DE JUVENTUDE com as seguintes finalidades:
a)   Tomar conhecimento da real situação da SSVP quanto aos jovens inscritos nas Conferências;
b)      De jovens existentes;
c)      Experiências tentadas para a atuação da SSVP no seio da juventude;
d)      Estabelecimento de sólidas bases para um trabalho nesse sentido.

  1. Dia de recolhimento e estudos, realizado na sede em novembro, com a     
      finalidade de se conhecer as resoluções da Assembléia Panamericana,     
      relativas a Comissão IV – Atuação da Sociedade junto a juventude.
  1. Realização nos dias 20 a 22 de janeiro de 1967, em sua sede a rua da Consolação, 374, São Paulo, da 1ª. JORNADA DE JUVENTUDE VICENTINA DO ESTADO DE SÃO PAULO, promovida pelo Comitê e coordenada pelo CMSP. Participaram jovens de Santos, Bragança Paulista, Lorena, São João da Boa Vista, Campinas, Tupi Paulista, São Carlos, Sorocaba e São Paulo, com, aproximadamente, 60 jovens. Foram debatidos os temas Formação Vicentina, Espiritualidade Vicentina e Recrutamento dos Jovens para a SSVP.
  2. Realização de um Retiro Espiritual especial para jovens, em setembro de 1967.
  3. Realização da 2ª. Jornada da Juventude Vicentina do Estado de S.Paulo em Sorocaba nos dias 16 e 17/03/1968.
  4. Aprovação do Regulamento do Comitê Central de Jovens Vicentinos do CMSP, na reunião interprovincial de 1969  do Conselho Metropolitano.
  5. Conforme a orientação do CMSP, o Comitê passou a denominar-se “Comissão de Jovens do CMSP da SSVP”.
  6. Participação da CJ no 1° Encontro de Jovens de Juiz de Fora, visando organizar e instalar uma CJ.
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A partir daí houve um crescimento constante e de qualidade. Todos os anos se realizaram as Jornadas de Juventude, precedidas de Pré-Jornadas para a organização. Foram 25 Jornadas. Instalou-se dezenas de Conferências de Jovens em todo o Estado de São Paulo, Mato Grosso, e posteriormente, em diversos lugares do país. Muitos jovens entraram nas Conferências tradicionais e assumiram cargos e encargos em muitos Conselhos, em todos os escalões. Realizaram-se muitos Encontros de Juventude, Retiros Espirituais, Cursos de Formação, etc. As Ecafos surgiram diante do apelo da juventude para uma melhor formação, religiosa e vicentina.

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REFLEXÃO:
Nosso trabalho deve estar centrado em Jesus Cristo; Ele deve inspirar nossas ações e resoluções. Não esmorecer com as dificuldades será um grande passo que irá fortalecer nossa autoconfiança. Inovar com criatividade e ousadia pode ser bom, mas com responsabilidade. Procurar manter um grupo pequeno ou médio numa amizade sincera e participativa. Todos participam. Ao líder compete a animação e condução do grupo. Diariamente, dentro ou fora do grupo, pelo menos uns 15 minutos de oração pelos trabalhos a realizar, resoluções e partilhas. Todos precisam saber onde se fundamenta a ação das CJ e lideranças. Se o grupo não reza, não cultiva a amizade entre si e não mantém a união, está fadado ao fracasso. Em todas as atividades propostas pela CJ, é desejável que se existam três momentos:  formação e informação, oração e recreação!
O modelo ideal de líder para as CJ é Frederico Ozanam. Portanto, estas qualidades são mais que desejáveis para um líder de CJ: fé inabalável, crença ilimitada no poder da oração e grande amizade e ternura aos seus amigos.
“A Comissão de Jovens ideal é aquela em que todos se conhecem e se amam como amigos”.

CONSELHO:
Dizia Albert Einstein que “A imaginação é mais importante do que o conhecimento”. E um dos principais combustíveis para a criatividade é a imaginação, que nos possibilita trabalhar e combinar idéias e fatos conhecidos a fim de gerar novas idéias. Precisamos ser mais curiosos e arrojados. Chega de idéias convencionais! O mundo precisa de pessoas criativas. Afinal, “Deus nos dá talento; o trabalho é por nossa conta!”.

Lembrete:
“A oração deverá estar sempre presente em nossos trabalhos”.

                                                                       Cfd. Mário Maríngulo
                                                                       Conferência Nossa Senhora de Loreto
                                                                       C.Particular da Saúde
                                                                       C.Central Sudeste de S.Paulo

quinta-feira, 9 de abril de 2020

10. CATA A JEAN JACQUES AMPERE


    330 A Jean- Jacques Ampere
    Château du Vernay, perto de Lyon, 26 de junho de 1841.
    Expresse a Ampere sua gratidão, ele expressou sua felicidade, gostaria de apresentar em breve sua jovem esposa.


    Prezado Senhor e Amigo,
    Permita-me dar-lhe este título de afetuosidade familiar que você tomou tantas vezes compartilhando minhas alegrias e minhas dores: Há muito tempo uma espécie de contenção respeituosa fez me hesitar novamente; mas hoje, eu tenho que tomar todas as liberdades que ama o coração; orgulho-me de meu novo e doce marido, eu me sinto mais ousada. É com simplicidade fraternal que eu só gostaria de compartilhar minha felicidade. É muito grande, ele supera todas as expectativas e sonhos, e desde quarta-feira, o dia em que a bênção de Deus desceu sobre a minha cabeça, eu estou em um encantamento calmo, sereno, delicioso, que nada tinha me dado aidéia. O anjo que veio a mim com tanta graça e virtude é como uma nova revelação da Providência em meu destino obscuro e trabalhoso. Eu estou todo iluminado v de felicidade interior.

    E minha saúde sob esta influência salutar, começa a se recuperar de uma forma inesperada]precisamos que você saiba que eu falei sobre o desejo expresso de antecedência pelo Arcebispo de Paris que está infeliz com os panfletos e jornais. O resto eu sinceramente peço desculpas.

    Adeus, meu querido amigo, estou sobrecarregado com as peças processuais e de negócios, eu não tenho tempo para escrever para você. As explosões do Colégio da França 
    obrigaram-me a insistir em questões religiosas em Sorbonne. Você não vai acreditar que eu abandonei a luta, e aqui são, na verdade três semanas desde que eu trouxe a minha história precisamente para o papado, os monges da obediência monástica e eu não terminei. Tinham me avisado que eu poderia ter apitos e tumulto. Mas até agora meu numeroso público permaneceu quieto. Tenha certeza de que  todo o barulho do Colégio da França é muito menor na parte inferior do que na superfície. Não estrague o nosso negócio e a Verdade vai retomar o seu curso.
    Seu amigo devotado,
    A.F.Ozanam




    segunda-feira, 16 de março de 2020

    8. CARTA A SEU IRMÃO CHARLES OZANAM DE 19/05/1841



    A CHARLES OZANAM 

    Ele pede desculpas por não lhe escrever com mais freqüência; está interessado na sua formlção acadêmica e em felicitá-lo ,aconselha-o a não fugir dos passeios amigáveis que lhes são propostos; diz-lhe como se comportar para sua estréia na Sociedade de São Vicente de Paulo;  expressa admiração por seu irmão mais velho Pe Ozanam; dá notícias de sua saúde e de sua obra      (Stanislas).




    Paris, 19 de maio de 1841


    Meu querido amigo. Dizem que você acusa o meu silêncio e que você não quer ver todas as páginas longas dirigidas a outro do que você .. É verdade que suas ocupações são muitas, estou sobrecarregado com o meu, e o tempo que eu levo em minhas noites, alterando a minha saúde é apenas o suficiente para as necessidades mais urgentes de meu dever. Sem essa razão, há muito tempo, que você teria recebido notícias diretamente de mim: até agora, vocêteve que tomar a sua parte daqueles que receberam a Academia ou o Chartreux.

    De início meus cumprimentos para seus bons lugares,e mais para o trabalho que elas estão te resultando. Você vê que tuas apreensões extremas não percebem o ponto: era o efeito da humildade que caracteriza a você; a bondade do Sr. Demogeot completou para tornar fáceis esses últimos meses de retórica, de modo formidável visto de longe. Não é mais necessário para excitar o seu zelo: Eu acho que a inteligência e bom gosto também estão desenvolvendo; você está em um daqueles momentos em que a vida das faculdades estão a aumentar rapidamente: se sente amadurecer e crescer. Devemos agradecer a Deus com ternura que faz em nós este trabalho e lhe pedir a graça de usar santamente de seus benefícios.

    Você tem que ser sensível a ânsia de tantas pessoas ao seu redor. Parece que você não pode bastar aos convites. Estes relatórios da sociedade não serão inútéis para você. Eles vão ajudar a formar tuas maneiras, roubar-te desta selvageria e robustez que muitas vezes são específicas para os jovens de sua idade. Mas, principalmente, você irá adquirir amizades fortes, cristãs e consoladoras. Você vai ver que o coração ganha a se expandir, como as antigas afeições se reaquecem em contato com o novo e que não devemos dizer, como você fez: Nós três, ainda três de nós, só nós três.

    A Sociedade de São Vicente de Paulo te prepara sem dúvida para esses prazeres de fraternidade piedosa que eu encontrei em muitos e tão doce. Parece-me, eu não sei por que eu sou feliz eorgulhoso de ver você entrar.

    Este é mais um elo entre nós que nos traz colocando o, por assim dizer ao meu alcance: é um ponto em que temos sempre a certeza de nos entender. No entanto a sua extrema juventude precisa de alguma cautela: Eu acho que, por exemplo, não enviar você só para visitar somente as famílias pobres. Não é necessário mais que Serviço Militar tome a sua lição de casa sobre o repouso que você necessita. Estas restrições não, você tem que usar uma dedicação alegre para obras sob o patrocínio de um bom santo que recebeu a providência de bênçãos tão incríveis. Aqui estão oito anos desde a primeira Conferência farmada em Paris: eram oito. Hoje nossas fileiras contam com mais de dois mil jovens. Nós invadimos todas as escolas, todas as classes da sociedade, todas as cidades de alguma importância. Três novas seções acabam de se formar em Besançon. Amiens e Douai: em breve não será mais possível pôr o pé em um ponto da França sem encontrar uma família hospitaleira. Tenha a bondade de me recordar aqueles senhores, como você verá, especialmente Mathenon seu presidente digno.

    Você não pode imaginar o quanto eu queria estar um pouco no seu ugar nestes últimos dias, e ter a companhia algumas horas horas com o pobre.

    Alphonse que vejo imóvel e capturado com esta teimosa dor no joelho. Este excelente irmão passou por dolorosas provas. Mas, em troca, o Céu deu-lhe uma serenidade da alma para que todos esses aborrecimentos externos fossem apenas nuvens. Apaixonar-se por servir a Deus, ele levou a melhorparte. Além disso, apesar de seus problemas, ainda é o guia e consolador dos outros. É especialmente a mina nestes momentos que não são sem problemas e sem tristeza para mim.

    Minha dor de garganta diminuiu rapidamente na semana passada, levou de 3 a 4 dias, um aumento relativamente forte. Meus afazeres de qualquer natureza estão sofrendo muito, e estou longe de ter a paciência para suportar as adversidades. No entanto, eu tive que começar o meu serviço de Stanislas e eu sinto que a retórica não é uma tarefa fácil: entre professor e alunos, o mais envergonhado nem sempre é o que nós pensamos.

    Adeus meu querido irmão; uma vez que você vai a  á casa de minha tia, leve-a os meus respeitos e orem pelo tio se não tiverem feito, gentilmente resposta o mais rápido possível para a carta que escrevi para ele ontem .. Mil coisas a Maria. Nós vamos nos encontrar de novo por mais um mês.

    Nesse meio tempo, rogai por seu irmão,


    A. -F. Ozanam.


    segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

    9. QUANTO TEMPO JESUS PERMANECE NA EUCARISTIA?










    Por quanto tempo Jesus fica presente na Eucaristia após recebermos a Comunhão?

    Temos que dar o devido respeito ao Nosso Senhor!

    O grande tesouro da Igreja Católica é a Eucaristia – o próprio Jesus disfarçado sob as aparências do pão e do vinho. Cremos que, como diz o Catecismo, “No santíssimo sacramento da Eucaristia estão ‘contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo’”(CCC 1374).

    Além disso, esta presença real de Cristo na Eucaristia não termina imediatamente quando o recebemos na hora da Comunhão. O Catecismo prossegue explicando como “a presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e perdura enquanto a espécie eucarística subsistir” (CCC 1377).

    Mas o que significa quando recebemos a Comunhão em nossas bocas? Quanto tempo permanece a Presença Real de Jesus em nossos corpos?

    Há uma história famosa da vida de São Filipe Néri que ajuda a responder a essa pergunta. Um dia, enquanto celebrava a Missa, um homem recebeu a Sagrada Comunhão e deixou a igreja mais cedo. O homem parecia não ter respeito pela Presença dentro dele e, assim, Filipe Néri decidiu usar esta oportunidade como um momento de ensino. Ele enviou dois coroinhas com velas acesas para seguir o homem fora da igreja.

    Depois de um tempo andando pelas ruas de Roma, o homem se virou para ver os coroinhas que ainda o seguiam. Confuso, o homem voltou à igreja e perguntou a Filipe Néri por que ele tinha mandado os coroinhas atrás dele. São Filipe Néri respondeu dizendo: “Temos que prestar o devido respeito a Nosso Senhor, que você está levando com você. Como você se recusou a adorá-lo, mandei os dois acólitos para fazer isso”. O homem ficou atordoado com a resposta e resolveu, das próximas vezes, ficar mais consciente sobre presença de Deus dentro dele.

    Considera-se que a espécie eucarística do pão permanece por cerca de 15 minutos em nós, após recebermos a Comunhão. Isso se baseia na biologia simples e reflete a afirmação do Catecismo de que a presença de Cristo “permanece enquanto persistir a espécie eucarística”.

    É por isso que muitos santos recomendaram oferecer 15 minutos de oração depois de receber a Eucaristia, como uma ação de graças a Deus. Isso permite que a nossa alma saboreie a presença de Deus, e que nós tenhamos um verdadeiro encontro de “coração para coração” com Jesus.

    Em nosso mundo corrido, muitas vezes é difícil permanecer na Igreja muito tempo depois da Missa. Mas isso não significa que não possamos pelo menos fazer uma breve oração de agradecimento. O ponto principal é que precisamos nos lembrar de que a presença de Jesus na Eucaristia permanece conosco por vários minutos e nos apresenta um momento especial, quando podemos comungar com o Senhor e sentir seu amor dentro de nós.

    Se um dia você se esquecer disso, não se surpreenda se o seu pároco enviar coroinhas para seguir o seu carro quando você sair da Igreja logo depois de receber a Comunhão!

      Philip Kosloski       -  Maio 18, 2017  -  St Joseph CC


    quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

    4. NOVENA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS




             
    Novena ao Sagrado Coação de Jesus

    "A quem pedirei, ó doce Jesus, senão a Vós, cujo Coração é inesgotável manancial de todas as graças e merecimentos?"


    A solenidade do Sagrado Coração de Jesus é uma das três do Tempo Comum. Comemora-se na segunda sexta-feira após a solenidade de Corpus Christi, mas também é cultivada em todas as primeiras sextas-feiras de cada mês. É uma devoção central da fé católica e consiste na veneração do Coração de Jesus, símbolo do mais íntimo do Seu Amor.

    A novena ao Sagrado Coração de Jesus que sugerimos abaixo foi composta pelo frei Salvador do Coração da Jesus, terciário capuchinho, e consta em seu livro “A Grande Promessa do Sacratíssimo Coração de Jesus“.
    Se possível, deve ser acompanhada pela comunhão durante todos os nove dias ou, pelo menos, no último deles.

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    1 – Oração Diária

    Ó Divino Jesus, que dissestes: “Pedi e recebereis; procurai e achareis; batei e abrir-vos-á”, eis-me prostrado aos Vossos pés, cheio de viva fé e confiança nessas sagradas promessas, ditadas pelo Vosso Sacratíssimo Coração e pronunciadas pelos Vossos lábios adoráveis. Venho pedir-vos… [fazer o pedido].

    A quem pedirei, ó doce Jesus, senão a Vós, cujo Coração é inesgotável manancial de todas as graças e merecimentos?

    Onde procurarei, a não ser no tesouro que contém todas as riquezas de Vossa clemência e bondade?

    Onde baterei, a não ser à porta do Vosso Sagrado Coração, pelo qual o próprio Deus vem a nós e nós vamos a Ele?

    A Vós, pois, recorro, ó Coração de Jesus.

    Em Vós encontro consolação quando aflito, proteção quando perseguido, força quando oprimido de tristeza e luz quando envolto nas trevas da dúvida.

    Creio firmemente que podeis conceder-me as graças que Vos imploro, ainda que fosse por milagre.

    Sim, ó meu Jesus, se quiserdes, minha súplica será atendida.

    Confesso que não sou digno dos Vossos favores, mas isso não é razão para eu desanimar. Vós sois o Deus de Misericórdia e nada sabereis recusar a um coração humilde e contrito.

    Lançai-me um olhar de piedade, eu vo-lo peço. Vosso compassivo coração achará, nas minhas misérias e fraquezas, um motivo imperioso para atender à minha petição.

    Mas, ó Sacratíssimo Coração de Jesus, seja qual for a Vossa decisão no tocante ao meu pedido, nunca vos deixarei de amar, adorar, louvar e servir.

    Dignai-vos, ó meu Jesus, receber este meu ato de perfeita submissão aos decretos do Vosso adorável Coração, que, sinceramente, desejo satisfeito tanto por mim quanto por todas as criaturas, agora e por todo o sempre.

    Amém.


    2 – Orações tradicionais

    Pai Nosso

    Ave Maria

    Glória


    3 – Oração final

    Doce Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que eu Vos ame sempre e cada vez mais.

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    Novena ao Sagrado Coração de Jesus
    Redação da Aletéia   | Maio 30, 2018


    sábado, 21 de dezembro de 2019

    6. O GRANDE COLÓQUIO



    O Grande Colóquio

    Ozanam, adolescente, numa hora de dúvidas, à procura de conforto, entrou numa igreja em Paris e viu um homem de aspecto venerável, ajoelhado na penumbra do lugar sagrado. Olhou-o com atenção e o reconheceu: era Àmpere. Ficou contemplando-o longamente e, à saída, seguiu-o até a residência. "Jovem, em qual problema de Física posso ser-lhe útil? - perguntou o ilustre cientista. "Sou estudante de Letras respondeu-lhe Frederico Ozanam, e lamento ser ignorante nas ciências. Mas venho, professor, por um problema moral. "Não sou forte nisso - confessou Àmpere- em todo caso serei feliz se puder ser-lhe útil". "Diga-me, professor, com a sinceridade do estudioso e o coração de pai, diga-me: é possível ser tão grande e ainda rezar?" Um raio de humildade aureolou o semblante do sábio que, comovido e com os olhos cheios de lágrimas, respondeu: "Meu filho, sou grande só quando rezo". Que binômio de grandeza: Àmpere, que depositou diante do Tabernáculo a glória do seu vasto saber, e Ozanam, baluarte formidável da Fé e fundador de uma obra duradoura, realização prática do Cristianismo. Só quem reza sabe o que é a oração. Que manifestação do espírito expressa melhor do que a oração a vida da alma? Que coisa mais bela do que a liturgia, que é a linguagem amorosa da mística Esposa de Cristo - a Igreja? A Natureza toda convida-nos à oração, que é o alento supremo da alma. Só os espíritos embrutecidos pelo ateísmo e o materialismo não compreendem ou menosprezam a sua exigência. 

    Diz a Sagrada Escritura que o homem embrutecido é surdo aos apelos do espírito. Dizia S. Agostinho: "Aprende a viver bem quem aprende a rezar bem".

    Ao rezar devemos pedir com a fé em Deus e na sua Providência a força para cumprirmos os nossos deveres. Não seja a oração só súplicas, mas também um ato de amor por se ter ofendido com o pecado a Bondade Infinita do Pai Celestial. É enternecedor umedecer com lágrimas de arrependimento o rosto da mãe, mas como é doce, não é verdade? chorar sobre o rosto doloroso e sobre as feridas de Jesus.

    "Precisa rezar sempre" - dissera Nosso Senhor (Lc. X, 19). Recorramos ao Senhor sobretudo nas tentações, a fim de que nos livre do mal. Rezemos para recuperarmos a paz de espírito que por si só o homem não se pode dar. Recorramos a Maria Santíssima. Ela é a potente Auxiliadora dos cristãos, Medianeira de todas as graças. Os pecadores têm Nela refúgio seguro, os aflitos veem Nela a Mãe consoladora. Deus quer que todos os homens se salvem. A salvação eterna está ligada à oração. Dizia Santo Afonso Maria de Ligório, que quem reza se salvará, quem não reza não se salvará.

    A oração não é apenas ação, mas a orienta e vivifica. A ação, o trabalho feitos por amor a Deus e em estado de graça, são orações. São Bento, pai do monarquismo ocidental, fez do trabalho e da oração uma regra monástica: "Ora et labora" (Reza e trabalha).

    A oração há de produzir perfeita sintonia da nossa vontade com a vontade divina. É com amor que se faz a vontade do Pai. Nosso Senhor nos ensinou a rezar como Ele rezava. "Seja feita a Tua vontade".

    As orações que, decerto, muito agradam a Deus são as que elevamos ao Céu para o bem dos nossos irmãos. Rezemos por aqueles que não rezam. Ah, são muitos, são legiões Perdoai, Senhor, não sabem o que fazem.Pratiquemos a devoção do Rosário.

    Escreveu Franz Weríel: "Rezar o Rosário é uma espécie de trabalho manual e celestial, um álacre e invisível coser, trabalhar em malha ou bordar mediante as cinquenta Ave-Marias. Quem o recitar diretamente e durante anos acabará tendo um pano magnífico com o qual a grande Misericórdia divina poderá cobrir parte dos seus pecados".

    Não só um pecador, mas o mundo inteiro poderia se salvar com uma Cruzada de Rosários.

                                                                 Cfd. JOSÉ FALCI